GP DA ZL encerra a série Mixtape Cult com o lançamento do quinto volume, dedicado às origens do subgênero bruxaria - Palco Pop

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GP DA ZL encerra a série Mixtape Cult com o lançamento do quinto volume, dedicado às origens do subgênero bruxaria

Projeto que chega via ONErpm mapeia as transformações do funk ao longo de cinco episódios sonoros, conectando as ruas de São Paulo às experimentações eletrônicas

GP DA ZL apresenta “Mixtape Cult, Vol. 5: A Bruxaria”, capítulo que encerra a série com um resgate das origens do funk bruxaria e das experimentações eletrônicas que ajudaram a moldar a sonoridade do gênero. O projeto, que chega em todas as plataformas via ONErpm, nasce como um mapeamento sonoro, com o artista atuando como curador e produtor para explorar o que o funk foi e o que ainda pode ser, abordando de maneira antropofágica a anexação do gênero no cenário nacional e internacional.

 

“Eu queria uma forma de passar por tudo que o funk foi e ainda é no período recente. Então todas as abordagens que eu fiz partiram de elementos da cultura e da estética do nosso gênero, mas de uma forma mais permeável”, afirma GP DA ZL.

 

Lançada com episódios quinzenais, a jornada do projeto teve início em “Vol. 1: A Rua”, que resgatou o funk mandela em sua forma mais clássica, trazendo o beat automotivo e as ruas de São Paulo em 9 faixas com parcerias de nomes como Iraqui ZL, MC Torugo, MC Luana SP, MC Menor MT, Cacau Chuu, MC Leon, MC Jhey, MC TH, MC Nito, MC Dobella, MC Larissa, MC Oliveira e MC Rielly.

 

A sequência trouxe “Vol. 2: O Undr”, focado na estética provocativa do submundo e no ambiente dos bailes e festas privadas, com destaque para a faixa “Pararam”, com MC Lan. “As festas privadas foram os locais em que o baile de rua conseguiu achar acesso para continuar acontecendo, mesmo que de maneira mais institucionalizada, mais regrada e mais quadrada, de certa forma”, afirma GP DA ZL.

 

Em seguida, “Vol. 3: The World Meets Brasil” colocou o gênero em diálogo com influências globais como grime, hyperpop, house e UK garage — com destaque para a faixa “Bailão”, com Babi Miura. “Abordamos o funk nessa quebra de barreiras, tendo como base o que os produtores de fora fariam se tivessem elementos de funk, mas na verdade nunca fariam igual porque o molho do brasileiro é o molho do brasileiro”, afirma o artista. Já o “Vol. 4: Surf Cibernético” conecta a linguagem das ruas à cultura digital e à vida noturna de São Paulo em 10 faixas, incluindo “Escondendo o Rosto” (com MC Jvila e Nilo), “A Mensagem 2025” e “A Resposta 2026”.

 

No quinto e último volume, “A Bruxaria”, essa pesquisa volta ao ponto de origem das transformações sonoras do gênero. O trabalho revisita a fase em que produtores começaram a explorar ferramentas de softwares, distorcendo samples eletrônicos para descobrir novas texturas, timbres, assobios e graves distorcidos.

 

“É quase como um culto à bruxaria original, não a essa sonoridade que hoje se funde muito com o funk e que o público geral chama de submundo. É mais um retrospecto, um bring me back à bruxaria original”, define o artista.

 

Ao longo dos cinco volumes, GP DA ZL percorre diferentes momentos do funk sem perder de vista a essência que conecta todos eles. Com “A Bruxaria”, o artista encerra a série prestando homenagem ao ritmo que ajudou a dar origem à diversidade sonora do gênero atualmente, reafirmando a experimentação como parte fundamental da cultura funk.

 

“Mixtape Cult, Vol. 5: A Bruxaria” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.