Novo clipe de Olivia Rodrigo e Chappell Roan prova que é sempre bom pedir mais. - Palco Pop

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Novo clipe de Olivia Rodrigo e Chappell Roan prova que é sempre bom pedir mais.

Olivia e Chappell estreiam clipe de “expectations” com visual que parece saído de uma TV antiga. Sabe quando a música é boa, o clipe é bom e você fica com vontade de rever só para pegar todos os detalhes? É o caso de “expectations”, o remix de Olivia Rodrigo com Chappell Roan que acabou de […]

Olivia e Chappell estreiam clipe de “expectations” com visual que parece saído de uma TV antiga.

Sabe quando a música é boa, o clipe é bom e você fica com vontade de rever só para pegar todos os detalhes? É o caso de “expectations”, o remix de Olivia Rodrigo com Chappell Roan que acabou de chegar com vídeo novo. Tem carro amarelo, figurino oitentista, glitch, tela de tubo e cor para todo lado. E, por trás dessa bagunça brilhante, tem muita gente trabalhando com as mãos.

Um remix que faz sentido

A faixa original já era queridinha. A Pitchfork, que escolheu o remix como “Best New Track”, admite que a música nem precisava de uma versão nova. Mesmo assim, com a Chappell a ideia funciona ainda melhor: “A canção fica mais pessoal para o público sáfico, ganha cara de pista de dança e ainda rende as presenças de David Byrne e das Venus Twins, do Brooklyn, no clipe.”

Bardia Zeinali dirige o vídeo, e Dan Nigro, parceiro de longa data das duas, produz o remix. Além disso, o resultado mostra que a cultura pop não é apenas sobre divas, mas também sobre elementos que atingem multidões.

Aqui entra a estética de TV analógica, um visual que o pop adora. Quem viu clipe na TV, ou aprendeu a gostar disso pela internet, reconhece na hora e se sente parte da brincadeira. Portanto, não precisa de explicação: o pertencimento está na textura.

Feito à mão, brilhando na tela

O mais legal é que essa textura não é filtro de aplicativo. O artista Mr Jackio, responsável por parte dos gráficos, contou em vídeo nas redes como tudo foi feito. Foram criados designs e animações com mistura de softwares 3D e 2D, os arquivos passaram por um PC antigo com Windows Vista, que converte vídeo digital em analógico melhor que os adaptadores modernos. No fim, ele filmou tudo com uma câmera atual de alta resolução, num processo que chama de “digital joy”.

Ou seja, humanos construíram, escolheram e filmaram aquele defeitinho charmoso que a gente acha tão cool, usando equipamento que muita gente já tinha aposentado. Em tempos de IA gerando imagem em segundos, isso conta ponto, pois o que alguém faz com cuidado deixa marca, e o público sente e lembra.

Por isso, é muito bom ver a Olivia dando espaço para esses artistas manuais do audiovisual, que quase sempre ficam escondidos nos créditos.

A lição que tiramos da música serve para o clipe também: sempre vale pedir mais. Mais cor, mais textura, mais gente envolvida. Afinal, o pop vive de referência, de pertencimento e de quem leva a sério a missão de transformar diversão em trabalho bem feito.