Colunas | Publicado por Beatriz Carlos em 30 de março de 2018.
As Bandas Que Ouvi Por Aí: As histórias cantadas de Elber

Conhecer bandas novas ou mesmo um artista solo, que realmente nos faça ficar envoltos em suas histórias, pode ser uma tarefa difícil em meio a tantas informações. Porém, estamos aqui para te ajudar nessa missão! Toda semana apresentaremos a vocês diferentes artistas do cenário independente que assim como nós vocês precisam ouvir. Hoje vamos falar do cantador de histórias, Elber.

Você já pensou como seria se o Djavan resolvesse compor músicas com o FKJ? Não… ? Bom, eu também nunca havia cogitado essa ideia até conhecer as composições do artista Elber.

Sabe quando você escuta uma música e ela se constrói como um filme em sua cabeça? Então, é assim o som desse grande cantor e compositor.

Para os jovens amantes da Bossa Nova que adoram trabalhos com uma cara mais pop como os do FKJ e Tom Misch, as músicas do Elber serão uma ótima escolha.

Assista ao clipe de “Cara da Mochila”

Eu tive o prazer de conhecê-lo através de uma de suas apresentações na faculdade. Nesse dia ele estava tocando uma bateria feita de materiais recicláveis, a qual usava para fazer apresentações nas ruas em troca de uma grana extra e muita diversão. Entretanto, foi apenas meses depois que tive a oportunidade de ouvir sua voz e descobrir que além de um ótimo baterista ele também era um exímio cantor e compositor.

Nasceu na Inglaterra, viveu por dois anos na Alemanha, mas foi aqui, no Brasil, que cresceu e construiu sua identidade. Já viajou com o circo, já viajou sozinho, com família e amigos, mas hoje depois de tantas experiências escreve canções que relatam tudo que já viveu e ainda vive.

O Começo

“Desde criança que eu já despertava o interesse por música, pela bateria. Eu sempre pegava as panelas para tocar. E isso é de família, meu avô era violonista clássico, minha família por parte de mãe tem muito envolvimento com a parte de música clássica, meu pai também toca violão. Sempre me interessei em compor e aprendi a tocar sozinho.”

Influências

“Eu tenho muita influência cultural, eu gosto muito de teatro, aprecio muitos quadros e isso me dá muita pira para escrever. Gosto muito de artistas brasileiros, de pessoas performáticas, até porque minha mãe é artista plástica.”

Composições 

“A inspiração vem do momento que estou passando, ou de um sentimento que sinto e quero passar para as pessoas, o mesmo sentimento que sinto ao tocar a música. Eu gosto muito de contar uma história, geralmente todas as minhas músicas falam de uma situação e eu conto sobre a vida de personagens. Eu quero que as pessoas sintam o que eu escrevi, que elas queiram viver o que o personagem está vivendo ou que se identifiquem com que eu estou contando. Assim, é essa a viajem.”

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Apesar de todo talento foi apenas no início desse ano que teve a oportunidade de gravar seu trabalho de forma profissional. Para realização desse sonho ele contou com a ajuda da Gravadora Experimental do curso de Produção Fonográfica da Fatec de Tatuí.  Em breve lançará seu primeiro single, “Ladeira Do Sol”.

O que podemos esperar de você em 2018?

“O single vai ser meu primeiro trabalho profissional. A partir de agora esse será o ponto de partida, o primeiro degrau. E logo depois do single eu vou lançar um EP chamado “Jornada”, serão três músicas. Quero lançar algumas coisas mais dançantes de início, para que as pessoas se identifiquem.”

Muitas histórias ainda serão cantadas por esse cara, afinal, o mochileiro nunca para!

Acompanhe pelo Instagram: @elberalvs

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